Hugo Jorge - Psicologia & Counselling - Portugal, Australia, Moçambique
Formado em Psicologia. Life Coaching. Ludoterapia. Counselling. NOVA PAGINA www.hugojorge.com

01 Novembro 2007
Diz-se que a meditação pode trazer benefícios físicos e mentais a quem a pratica com regularidade. Segundo estudos médicos, os seus benefícios variam entre o desenvolvimento da capacidade de concentração e de raciocínio a melhorias na actividade do sistema imunitário, a alívio de insónias e problemas relacionados com tensão alta. Os praticantes não deixam, porém, de contrair doenças, de sofrer, de morrer. A meditação não é um meio para se alcançar a imortalidade física ou para se libertar das leis da natureza.

Somos o que pensamos.
Tudo o que somos provém
dos nossos pensamentos.
Com os pensamentos Fazemos o mundo

(do Dhammapada)

Ver as coisas como elas são, incluindo nós mesmos, é o principal motivo que leva os praticantes a meditarem. De um modo geral, não nos damos conta da relação entre os padrões habituais da nossa actividade mental e o sofrimento que eles nos causam a nós e aos outros. A observação consistente da mente, durante a meditação e ao longo do dia, revela-nos que grande parte do nosso tempo é despendido a correr atrás de certas coisas e circunstâncias e a rejeitar outras. Damo-nos conta que despendemos uma parte considerável do nosso tempo e da nossa energia a reciclar prazeres e agravos do passado, ou ocupados em como podiam ou deviam melhorar as coisas no futuro, comparando constantemente pessoas e coisas, encarando-as segundo categorias
dualistas como bem e mal, desejável e indesejável, certo e errado, culpado e inocente, amigo e inimigo, etc.

Ao meditarmos, passamos a ver com maior clareza os nossos preconceitos e apegos, e isto faz com que procuremos aperfeiçoar o nosso carácter. A observação simples, honesta, não verbal, dos nossos processos mentais e emocionais produz de facto uma mudança no modo como encaramos as situações e as pessoas que encontramos. O efeito final é uma aproximação à
vida que se manifesta em atitudes de não rejeição e de não apego, de não distorção da verdade, de abstenção do excesso de satisfação de desejos e de não cedência ao auto engano. Esta maneira de viver manifesta-se quer num plano pessoal quer num plano social, e decorre mais de uma profunda compreensão interior do que de um acto de vontade. Como consequência, tornamo-nos menos propensos, por exemplo, a tirar proveito egoísta da natureza ou do próximo, a voltar as costas à vida por ingestão de químicos ou de drogas, a fechar os olhos às necessidades dos outros e aos efeitos das nossas vidas no meio ambiente.

Uma prática contínua de plena atenção ao longo de muitos anos pode dar origem a experiências de profunda compreensão interior que transformam a visão que temos de nós mesmos, ao ponto de podermos ver que o eu a que estivemos ligados prazenteiramente ao longo da nossa vida mais não é do que uma miragem auto-construída. É como se descascássemos uma cebola. Os falsos pensamentos são removidos, camada após camada, até deixarmos de ver não só um eu dissimulado e fingido, mas também um eu desnudado. Aspiras a descobrires o teu eu, mas acabas por descobrir que não há nada a descobrir.

Em termos mais concretos, praticar meditação faz diminuir gradualmente a errância dos teus pensamentos até experimentares um estado de “não-mente”. Perceberás naturalmente que a tua vida no passado foi construída sobre um acumular de noções erróneas e confusas que não são o teu verdadeiro eu. O teu verdadeiro eu é um que é inseparável de todos os outros. A existência
objectiva de todos os acontecimentos compreende todas as várias dimensões da existência subjectiva do teu eu. Não tens, portanto, que procurar nada nem desprezar nada. O que está diante de ti em cada momento é o que tens procurado, e não podes nem tens de lhe acrescentar nada para ele ser perfeito.

Ao alcançar este estádio, o praticante de meditação torna-se compassivo para com todos os humanos e todos os outros seres. O seu carácter torna-se radioso, aberto, luminoso como a luz da Primavera. Apesar de poder manifestar emoções em prol dos outros, internamente a mente do praticante de meditação está constantemente serena e límpida como a água num lago de Outono. Uma tal pessoa pode ser considerada iluminada.

Fonte: Os Fundamentos da Meditação Zen

Quer aprender a meditar? Saiba como e onde
publicado por Hugo Jorge às 07:00

Grata pela visita e sugestão do texto, um dos melhores que já li sobre meditação.
Dulce Maria a 20 de Novembro de 2007 às 17:33

Pois é Dr. Hugo, gostei do seu blog. Sobre o "meditar" vale a pena ler o que o Sr. escreveu. É muito bom poder esclarecer alguma coisa para alguém. Um abraço.
Altino
Altino a 15 de Novembro de 2007 às 04:24

Prezado Dr. Hugo Jorge, retribuo-lhe a visita feita a meu blog (www.fernandoamaralfc.com.br) e agradeço ao simpático elogio lá deixado. Espero vê-lo mais vezes freqüentando as páginas do Fernando Amaral FC e se possível deixando sugestões e criticas. Caso queira, terei imenso prazer em publicar qualquer texto seu referente às suas impressões sobre o desporto, não só como adepto, mas também como um especialista em um campo tão importante da ciência.
Quanto a sua sugestão, acatei e tive muito prazer em ler o texto indicado... Prometo vista-lo com freqüência.
Um forte abraço,
Fernando Amaral.
Fernando Amaral a 15 de Novembro de 2007 às 03:20

Olá Hugo,

Sim, concordo, a meditação é de suma importância, é um portal para tudo o que nos importa.

Gostei do seu blog.

[]'s
Anónimo a 4 de Novembro de 2007 às 00:27

Muito interessante o texto e o tema, a forma mais correta de se conhecer e por meio da meditação, grato pela vista ao meu blog. Goste do su blog tb varias materias legais!!! show, um abraço!
Pense Positivo a 2 de Novembro de 2007 às 15:01

Olá, Hugo!

Obrigada pelo carinho da visita ao meu blog e valeu mesmo a indicação do texto! Quanto ao seu blog, também gostei muito dele. Um grande abraço!
Chris Cunha a 2 de Novembro de 2007 às 12:35

Olá,

Obrigada pelo carinho da visita e valeu a sujestão do texto. Também gostei muito do seu blog. Grande abraço!
Chris Cunha a 2 de Novembro de 2007 às 12:31

Obrigado pela visita ao meu blog e pela sugestão!
Abraço
Mário Cales
Mário Cales a 2 de Novembro de 2007 às 12:04

Oi, Hugo. Obrigada pela visita e pelo incentivo à meditação. Li seu post e concordo com tudo. Infelizmente, vai ver sou como o joão, aqui acima, que não tem paciência suficiente para aprender a meditar. E olha que ansiosa como sou, precisaria realmente desta ferramenta. abraços. Estou linkando seu blog
maristela a 2 de Novembro de 2007 às 00:12

Agradecendo a visita feita aos Bigodes do gato, digo-lhe que não sou praticante de qualquer técnica de meditação, embora reconheça a excelência dos seus resultados, na grande maioria das formas de meditação conhecidas.

Medito comigo próprio amiúde, em qualquer técina especial de concentração, e já me sinto bem.
Aumentar os nossos níveis de concentração e de auto-domínio só é bom para o dia-a-dia terível desta sociedade hodierna.
J.G. a 1 de Novembro de 2007 às 19:19

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