Hugo Jorge - Psicologia & Counselling - Portugal, Brasil, Guiné-Bissau, São Tomé e Prínc
Formação em Psicologia, Life Coach. Ludoterapeuta. Pós-graduado em Counselling

07 Novembro 2007
Amamentar um bebé a leite materno tem inegáveis vantagens para a saúde da criança, como tem sido cientificamente comprovado ao longo dos tempos. Mas a amamentação é igualmente vantajosa no desenvolvimento intelectual da criança.

De acordo com um estudo desenvolvido pela Academia Nacional das Ciências do Reino Unido, conclui-se que as crianças com o gene FADS2, que são alimentadas com leite materno, podem atingir um quociente intelectual (QI) sete pontos mais elevado do que o daquelas que, possuindo o mesmo gene, não são alimentadas da mesma forma.

Segundo a explicação avançada por aquela academia, o gene em questão ajuda a reduzir os ácidos gordos da dieta alimentar, os quais estão directamente ligados ao desenvolvimento do cérebro. Para os investigadores, sete pontos no QI de uma criança em idade escolar é uma diferença suficiente para colocar a criança entre as três mais inteligentes da sua turma.

Cerca de 90% dos indivíduos possuem esta versão do gene. Investigadores do Instituto de Psiquiatria, do Kings College London, comprovaram tal, usando dados de dois anteriores estudos relativos a crianças amamentadas a leite materno, no Reino Unido e na Nova Zelândia, envolvendo mais de três mil indivíduos. O seu QI foi medido de várias formas, para crianças entre os cinco e os 13 anos, que estudavam.

Vários trabalhos anteriores sobre inteligência e amamentação chegaram a conclusões antagónicas. A partir daqui, desenvolveu-se uma discussão académica em torno do assunto, nomeadamente procurando saber se as mães que tinham atingido um maior grau académico nos seus estudos ou que possuíam um mais elevado nível cultural, estariam mais dispostas a amamentar, influenciando, desta forma, os resultados.

Um dos investigadores da Academia Nacional de Ciências britânica, o professor Terrie Moffitt, co-autor do estudo, revelou que as conclusões agora alcançadas dão uma nova perspectiva na argumentação, mostrando a intervenção de um mecanismo fisiológico, que diferencia a alimentação ao peito do leite administrado a crianças por biberão. "O argumento sobre a inteligência tem sido utilizado no último século, no debate entre natureza e nutrição", refere o mesmo cientista. "Contudo, conseguimos agora demonstrar que, de facto, a natureza trabalha através da nutrição para potenciar futuramente a saúde das crianças."

Desde que foram feitos os estudos utilizados nesta análise, a indústria de produtos lácteos começou a adicionar ácidos gordos ao leite, mas os resultados apurados foram inconsistentes.

Belinda Phipps, do National Childbirth Trust, comentou estes resultados, referindo que estes "mostram que a maioria dos pais pode influenciar positivamente o QI dos seus filhos, amamentando-os". Catherine Collins, uma dietista do St. George Hospital de Londres e da Associação Dietética Britânica, afirmou que a investigação salienta a interacção entre nutrição e genética.

Fonte: Diário de Notícias 7.11.2007

Recursos sobre amamentação:

Mama Mater - Associação para o Aleitamento Materno em Portugal


SOS Amamentação

Naturkinda Amamentação

Liga la Leche

Leite Materno
publicado por Hugo Jorge às 12:03

Olá dr. Ugo
Obrigada pela amável visita ao
blog dos Romances da Alma. Espero que tenhas tempo e paciência para ler pelo menos o primeiro romance dela inteiro. Garanto que é pazeroso, embora eu saiba que a telinha pode ser penosa para longos textos. Nesse caso convido-te a conhecer seus sonetos, poemas ou textos curtos(vide links). Quanto ao teu blog, fiquei encantada. Parabéns! Aprendi muitas coisas com os teus artigos.
Abraços da Lucia
Lucia Welt a 16 de Novembro de 2007 às 00:40

Hangetsu,
No estudo da inteligência continua a não ser totalmente claro o impacto dos genes. Este é aliás, um dos temas que gera muita controvérsia. Creio que este estudo pode trazer algumas pistas para melhor compreendermos a inteligência e o desenvolvimento humano e reforçar a importância da amamentação.
Hugo Jorge a 12 de Novembro de 2007 às 14:58

Ana Paula:
A Organização Mundial de Saúde recomenda a amamentação exclusiva até os seis meses de idade. Recomendo uma visita às ligações deste artigo.
Hugo Jorge a 12 de Novembro de 2007 às 14:51

Antes de mais cumprimentos e agradecimentos pela visita e comentário no meu blog. E parabéns por este seu espaço.

http://clubenaturalis.wordpress.com/2007/10/08/para-as-mamas-e-bebes-semana-da-amamentacao/

Gostaria de perguntar a sua opinião.
Segundo o que sei, penso que é tido como certo, que a inteligência humana está mais dependente do meio, do que propriamente do sujeito (hereditariedade, genética). Tendo em conta isto que valores poderão ter esses dados, na defesa da ideia de que a amamentação pode contribuir para um aumento efectivo na intelectualidade da criança?
Hangetsu a 12 de Novembro de 2007 às 01:28

Parabéns pelo blog!
Vou divulgar
Catarina Pardal
http://gravidasemforma.blogspot.com
Cat a 11 de Novembro de 2007 às 08:08

Parabéns pelo artigo! Até quantos meses devemos amamentar exclusivamente?
Ana Paula
Anónimo a 8 de Novembro de 2007 às 12:06

Parabéns pelo artigo, realmente muito bom.
Briguilino a 7 de Novembro de 2007 às 17:34

Olá Dr. Hugo
Obrigada pela visita em meu blog. E muito bom o texto, me mostrou que todo o meu esforço em manter a amamentação da minha filha, mesmo trabalhando fora, não é em vão, e colheremos os frutos de tudo isso. Obrigada mais uma vez!
Monalisa
Monalisa a 7 de Novembro de 2007 às 17:21

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