Hugo Jorge - Psicologia & Counselling - Portugal, Brasil, Guiné-Bissau, São Tomé e Prínc
Formação em Psicologia, Life Coach. Ludoterapeuta. Pós-graduado em Counselling

07 Dezembro 2007
Seis pessoas suicidam-se por dia em Portugal, sendo esta uma das principais causas de morte no país, segundo dados da Aliança Europeia Contra a Depressão, cujo objectivo visa travar o avanço das doenças depressivas.

Os últimos dados fidedignos sobre o suicídio em Portugal são de 2002 - último ano em que todos os atestados de óbito foram verificados -, revelam que a média diária era de quatro casos e que o suicídio era uma das causas de morte menos evidenciada no país.

O psiquiatra Ricardo Gusmão, coordenador deste programa em Portugal explicou hoje, numa apresentação aos jornalistas, que a «taxa de suicídio em Portugal está artificialmente reduzida, em menos 25 a 50 por cento, por deficiência no processo de registos de óbitos», pelo que, conclui, «pelo menos seis portugueses morrem por suicídio todos os dias».

O psiquiatra, professor da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, explicou ainda que a taxa de morte violenta por intenção indeterminada é em Portugal a mais elevada da Europa.

De acordo com o especialista, desde 2003 que os atestados de óbito deixaram de ser totalmente confirmados, voltando a surgir causas indeterminadas, por estigma da doença, razões religiosas ou outras.

Tentar travar a incidência da depressão e consequentemente do suicídio é o objectivo da Aliança Europeia Contra a Depressão (EAAD - sigla em inglês), cuja implantação em Portugal começou no ano passado, iniciando-se agora o programa no terreno.

O programa, que se desenvolve em 16 países europeus, está a desenrolar-se nos concelhos de Cascais e Oeiras e está previsto alargar-se ao resto do país.

Com o objectivo de detectar precocemente a depressão e de optimizar a prestação de cuidados a doentes deprimidos, o projecto da EAAD desenvolve-se em quatro fases: Formação e cooperação com a comunidade médica, relações públicas, cooperação com parceiros e oferta de apoio a doentes e familiares.

Desde Novembro que foram já formadas cerca de 60 pessoas, entre pessoal médico e de enfermagem, o que corresponde a um quarto do universo total dos centros de saúde dos dois concelhos-alvo.

O projecto evoluirá para a formação e sensibilização da comunidade, como seja professores, padres e associações. No campo da oferta de apoio a doentes e familiares, é intenção criar um «cartão de emergência» informativo para pessoas que já tentaram o suicídio.

De acordo com Ricardo Gusmão, este cartão fornecerá os contactos das instituições que poderão ajudar a pessoa em risco.

Só o Hospital S. Francisco Xavier, para onde são encaminhados os doentes psiquiátricos de Cascais e Oeiras, recebe diariamente entre quatro a cinco parasuicídios (tentativas falhadas).

O projecto vai também avançar na promoção de cartazes, spots publicitários, panfletos informativos, brochuras com informação do género: «A depressão pode atingir qualquer pessoa em qualquer momento», «A depressão tem tratamento» e «Nós podemos ajudar».

Portugal recebe, para 30 meses, 56 mil euros da União Europeia, mas o projecto custa 90 mil, sendo que a diferença será suportada por outras entidades nacionais, exceptuando donativos da indústria farmacêutica, sublinhou Ricardo Gusmão.

Este projecto é realizado nos mesmo moldes de outra experiência feita em Nuremberga (Alemanha), que em dois anos conseguiu reduzir a taxa de suicídio em 20 por cento (um quinto).

Fonte: Lusa/SOL
publicado por Hugo Jorge às 12:42

É lamentável que ainda aja um índice tão grande de suicídios em Portugal e em sua maioria a causa é a Depressão.
Quando estamos deprimidos tendemos a ter mais pensamentos negativos a respeito de nós mesmos, com autocríticas constantes e também pensamentos negativos em relação ao mundo e ao nosso futuro. Seria muito interessante que nesse projeto estivesse incluso um espaço pras famílias aprenderem a lidar com os seus. Muitas das vezes o familiar mais próximo não sabe perceber os sintomas da depressão. E são tantos!!! Parabéns pelo teu trabalho.
Maria Lucia a 17 de Dezembro de 2007 às 07:31

Depressão...
Hei de livrar-me de ti!

Obrigada Dr.

;O*

Luna
Luna a 7 de Dezembro de 2007 às 21:41

Antes de mais agradecemos as suas palavras carinhosas.
Agora aproveitando a oportunidade e sem queremos ser inconvenientes, gostariamos muito de lhe enviar um convite para que faça parte desta equipa.
Os seus conhecimentos serão preciosos para todos.
Para qualquer esclarecimento contacte clube_mammy@sapo.pt
Anónimo a 7 de Dezembro de 2007 às 16:23

nas depressões cada caso é um caso e não existem casos iguais , um dos maiores problemas do tratamento é a exclusão social e o medo de contar os seus pensamentos aos medicos , pois certamente muitos seriam logo internados !!
então o diagnostico é um pouco dificil de fazer , pois a realidade fica no intimo dos doentes , os proprios psiquiatras não nos entendem e nós só contamos o que queremos pois a falta de confiança e a forma como nos encaram nada ajuda !!!!
por isso é fundamental a ajuda dos familiares de confiança , pois em estado depressivo erstudamos o que dizemos e não dizemos o que pensamos !!!!
já fui a varias juntas medicas por incapacidade por depressão e sinto-me gozado , pelos medicos , que se imaginassem o que me apetecia fazer , perdiam a vontade de se rir !!!!
esta sociedade ainda nao está preparada para lidar com esta doença !!!!!!!!!!!
um depressivo reactivo a 17 de Junho de 2008 às 04:28

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