Hugo Jorge - Consultório de Psicologia
Psicólogo. Ludoterapeuta. Formador. Pós-graduado em Relação de Ajuda e Intervenção Terapêutica.

12 Março 2008


Uma simples análise ao sangue permitirá diagnosticar a depressão e determinar se o tratamento com medicamentos antidepressivos será eficaz, segundo um estudo hoje publicado nos Estados Unidos.

Este avanço deve-se à identificação de uma proteína no cérebro que pode servir de marcador biológico para a depressão.

«A análise poderá permitir prever rapidamente a eficácia da terapia com antidepressivos, em quatro ou cinco dias, evitando uma longa espera de um mês ou mais para determinar o tratamento adequado», afirma o principal autor do estudo, Mark Rasenick, da Universidade do Illinois (EUA).

Os investigadores estudaram os cérebros de 16 pacientes depressivos e com tendência para o suicídio e compararam-nos com os cérebros de pessoas mortas sem histórico de ordem psiquiátrica.

Determinaram assim que a proteína Gs alfa estava presente em maior proporção nos pacientes depressivos em células do cérebro chamadas «jangadas lipídicas».

«Essas jangadas são espessas, viscosas, quase pegajosas, e tanto facilitam como impedem a comunicação entre as moléculas da membrana», explica o cientista no Journal of Neuroscience.

Quando esta proteína está presa nas «jangadas lipídicas», a sua capacidade de activar os neurotransmissores fica reduzida.

«Os antidepressivos contribuem para deslocar a Gs alfa para fora dessas jangadas e facilitar a acção de certos neurotransmissores», acrescenta.

Os antidepressivos demoram cerca de um mês a ser eficazes, quando, segundo estes investigadores, bastariam quatro a cinco dias para observar alterações nas células sanguíneas.

Diário Digital / Lusa

Fevereiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28


Analytics
Mais sobre mim
Pesquisar blog
 
blogs SAPO