Hugo Jorge - Psicologia & Counselling - Portugal, Australia, Moçambique
Formado em Psicologia. Life Coaching. Ludoterapia. Counselling. NOVA PAGINA www.hugojorge.com

01 Abril 2008


A propósito da violência escolar e do situação ocorrida na Escola Secundária Carolina Michaelis, recomendo a leitura destes dois artigos do psicólogo Thomas Gordon.

O que todos os professores deveriam saber


Resolução de Conflitos Professor-Aluno

Vi o vídeo colocado hoje no "Sapo" e reparei no comentário da miúda, muito mais acertado do que o de muitos sociólogos e pedagogos, que repetem até exaustão os dogmas tidos como certos, mas que um dia serão sem dúvida postos em causa.
dizia ela:
"Nós somos apenas o fruto da sociedade (...) que reprime os nossos impulsos e ao mesmo tempo nos impõe barreiras que nos permitam balizar os nossos comportamentos pueris, não é?"
Faço apenas uma pequena correcção:
Os jovens de hoje são fruto da sociedade que lhes impõe barreiras, mas que está desprovida de quaisquer métodos que permitam balizar os seus comportamentos pueris.
Zé da Burra o Alentejano a 2 de Abril de 2008 às 10:44

A violência existe nas escolas porque falta a autoridade e o castigo que seria devido por mau comportamento, indisciplina, delinquência e até crime.

A maioria das crianças e jovens pode ser corrigida de qualquer desvio sem castigos físicos, que são necessários para outros e basta um "rebelde" para boicotar uma sala de aula, arrastando com consigo outros que não levantariam qualquer problema. Os colegas mais humildes são as primeiras vítimas e a escola não tem hoje maneira de as proteger.

Como não se podem aplicar quaisquer castigos físicos, muito úteis até certa idade, e na falta de outros que sejam realmente eficazes: resta a impunidade que serve de incentivo para o desenvolvimento deste fenómeno. Umas palmadas no rabo, na mão ou até umas reguadas até cerca dos 10, 12 anos de idade não causavam qualquer trauma nas crianças antes, porque causam agora? Depois dessas idades os problemas deverão ser encaminhados para "Casas de Correcção" ou lá como lhes queiram chamar, onde deverá ser um trabalho de socialização dos jovens, incutindo-lhes regras éticas, sociais e hábitos de trabalho. Aí deverão estar sujeitos a regras várias, como: levantarem-se e deitarem-se a uma hora certa, tratarem eles próprios das suas necessidades pessoais, fazerem a cama e outras tarefas. As actividades escolares e a preparação para uma vida profissional deverão estar incluídas. As actividades de lazer devem ser permitidas só em dias pré definidos e poder ser canceladas em caso de castigo.

Se nada mudar nas escolas, continuaremos a criar cada vez mais seres insociáveis que farão apenas o que lhes der prazer e nunca se habituarão a cumprir regras sociais e outras, pelo que serão uns inúteis marginais e viverão sempre à custa do trabalho alheio porque é mais fácil.

Mas os castigos físicos são por ora condenados pelas nações ocidentais (EUA, EU onde nos incluímos). As mudanças terão assim que ocorrer primeiro em países como os EUA, UK, França..., onde o problema é até maior que em Portugal, por isso acredito que os actuais “dogmas” sejam revistos e voltem a ser permitidos alguns castigos físicos aos alunos.

Portugal, nisto, como noutras matérias seguirá depois o exemplo. Os pais irão então aceitar a alteração e compreender a necessidade para a protecção até dos seus próprios filhos que são as primeiras vítimas dos poucos jovens delinquentes.

Há quem diga que tudo se resolve se os pais derem educação aos filhos. Pergunto: e quando os próprios pais não a têm, como podem ministrá-la aos filhos?

Também há quem diga que isto é uma característica da “Democracia”. Não concordo, direi que são “modas”, e como tal, um dia serão ultrapassadas. Os EUA vivem em democracia há muitos anos e só depois da última guerra é que os estas “modas” foram adoptadas. Será que até lá não havia democracia nos EUA?

Zé da Burra o Alentejano

Zé da Burra o Alentejano a 2 de Abril de 2008 às 11:26

aceitei o convite e visitei o seu blog..
parabens, está mt bom***
em resposta ao seu comentário, n sei pk é k akele post o agradou........
beijinh*
lunnah a 2 de Abril de 2008 às 12:29

OLá HUgo, gostei do seu blog.
paulacostapereira a 2 de Abril de 2008 às 16:09

O Domínio do mais forte e o dever de Afirmação

Se repararmos na Natureza, nas comunidades de animais há sempre indivíduos que procuram tornar-se líderes dentro dessas comunidades e para atingir um estatuto superior testam os seus iguais e confrontam-se com eles para imporem a sua autoridade e atingirem a posição de líderes; alguns não chegam ao topo, ficam em posições abaixo: 2.º, 3.º lugar etc. estabelece-se enfim uma hierarquia que é respeitada por toda a comunidade até que apareça um novo líder: normalmente um elemento mais jovem e robusto que consegue destronar o líder anterior.
Nos seres humanos passa-se exactamente o mesmo e tal é observado nos empregos, nos clubes, nos partidos políticos, nas escolas e até em nossas casas. Até de entre os que seriam em princípio iguais se estabelece uma relação hierárquica. O poder e a liderança ganham-se suplantando os iguais e os concorrentes, mas também é preciso exibir essa qualidade aos restantes membros do grupo para que o líder seja por eles reconhecido e respeitado. Então, como chefe poderá beneficiar de privilégios vários que me escuso de enumerar.

A delinquência e violência mais graves que se observam nas escolas são precisamente o processo de luta para atingir, exibir e ganhar um estatuto superior na escala da liderança sobre colegas, professores e funcionários e, uma vez conseguida essa posição há que mantê-la, demonstrando o facto constantemente porque há sempre um aspirante a líder à espreita.

Assim, quem defende que a escola deve funcionar como uma “democracia” está completamente enganado:
1.º) A escola nunca poderá ser uma democracia porque os alunos candidatos a líderes vão por à prova os seus professores, funcionários e próprios colegas, para tentar dominá-los e exibir a sua liderança. Isso não pode acontecer: a autoridade do professor nunca pode ser ultrapassada pelo aluno. Em muitos casos isso já aconteceu e eis aí porque uma turma respeita um professor e não outro. Os professores com uma personalidade mais frágil são facilmente dominados e muitos acabaram por abandonar a profissão;
2.º) As verdadeiras democracias também não existem, nem entre nem dentro dos próprios partidos. O que existe é muita luta entre partidos pela liderança do país e muita luta pela liderança dos partidos dentro deles, novos líderes estão sempre à espreita. Isto não tem nada de estranho e passa-se em qualquer outro lugar em que haja o exercício do poder. Para se chegar ao topo há que ultrapassar muitas barreiras e os adversários ficarão sempre à espreita para depor o líder logo que seja oportuno.

Os nossos filhos começam desde muita tenra idade a testar os pais e os possíveis irmãos para verem de que forma conseguem obter aquilo que desejam: choram, berram, batem o pé, chegam a bater-nos: começam com um sacudir de mão, depois dão uma “palmadinha” e se não os pararmos em breve crescerá a sua ousadia. Os pais sabem-no bem!

Zé da Burra o Alentejano
Zé da Burra o Alentejano a 7 de Abril de 2008 às 10:25

Mano esse outro senhor psicólogo dá de facto uma abordagem de senso bom senso; é algo tão simples que dá para nos questionar sobre até que ponto perdemos a capacidade de dialogar, de sentir empatia e de amar os outros (seja, companheiros, alunos, colegas,etc). É crucial abrirmos o nosso coração/mente e parar um pouco com o monólogo surdo que há na actualidade.
alexandryewa a 11 de Abril de 2008 às 20:04

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